Edições de Artista
Tiragem limitada · numeradas e assinadas
Em 2026, comecei a trabalhar com edições de artista como uma maneira de fazer a obra circular. São impressos a laser sobre papel bege fosco de 220g, a partir de trabalhos que nasceram no carvão, no pastel e na acrílica. Gosto de como a impressão mantém algo da matéria da pintura, como se a imagem tivesse acabado de ser colocada sobre o papel.
Tenho interesse em pensar o que acontece quando uma obra sai do lugar onde foi exposta e passa a fazer parte da vida de alguém. Uma imagem na parede de uma casa já não está apenas comigo: encontra outras histórias, outros objetos, outras memórias. Caderno Aberto e Pausa são as primeiras séries desse projeto.
Todas as edições têm tiragem limitada e são numeradas e assinadas manualmente.
Caderno Aberto
Caderno Aberto é uma abertura mesmo. Abro meu caderno de artista e deixo à vista aquilo que normalmente fica entre uma ideia e outra: desenhos, palavras, tentativas, pensamentos que ainda estão tomando forma.
Nessas páginas aparecem questões que atravessam meu trabalho e minha vida: a maternidade real, a mulher suburbana, o corpo, a identidade e o lugar de ser artista. Transformar essas páginas em edições é também uma forma de deixar que esse processo saia do caderno e encontre outras pessoas.
Pausa
Pausa nasceu das cadeiras que costumava ver nas calçadas do subúrbio. Cadeiras que apareciam na porta de casa, na conversa com o vizinho, na espera, no fim da tarde. Objetos comuns que, para mim, carregam uma maneira de estar no mundo.
Pintá-las foi pensar nesse tempo que ainda existe quando a gente se senta para conversar. Um tempo sem pressa, sem tela, olho no olho. As pinturas, feitas com carvão, pastel seco, pastel oleoso e acrílica, agora também podem ser encontradas como impressos, chegando a outras casas e pertencendo a novas memórias.














